segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Lenda da onça boi
No Amazonas e, principalmente, no Acre, há lendas sobre uma fabulosa onça-boi ou onça com pé de boi. Aparece sempre como um casal, que encurrala o caçador em uma árvore e se reveza na emboscada até que o infeliz caia de sono ou de fraqueza. O único modo de vencê-las é matar a fêmea, o que faz fugir o macho. Matar o macho, porém, é muito perigoso. Note-se que esse é um comportamento bem diferente do das onças verdadeiras, que sempre caçam sozinhas e não formam casais permanentes (só se unem para as relações sexuais).
O Mesonyx obtusidens, um carnívoro extinto que, como a lendária onça-boi, tinha pequenos cascos no lugar de garras.
Adicionada por Ictoon
Já existiu um grupo de carnívoros que tinham pequenos cascos em vez de garras, os mesoniquídeos, que estão extintos - embora os cetáceos sejam, provavelmente, seus descendentes. Alguns, como o Mesonyx, eram do tamanho de um lobo, outros, como a Pachyaena intermedia eram do tamanho de uma onça, e os maiores, como o Andrewsarchus, foram os maiores mamíferos carnívoros terrestres que já existiram, do tamanho de um rinoceronte.
Lenda de Matinta Perera
Matinta Perera é uma personagem do folclore da região norte do Brasil. Diz a lenda que toma a forma de uma velha coberta de preto que passa a noite pelas casas assobiando. No dia seguinte é preciso fazer uma oferenda em forma de tabaco ou alimento. Se não o fizer ela passa a assombrar a família que lhe negou o tabaco ou o alimento,mas ela nunca mais iria deixar de assombrar a família mal agradecdida pelos lindos assobios. Diz a lenda também que, a passagem da Matinta Perera para outra pessoa, pode se dar por herança, quando em uma família de muitos filhos, o sétimo for uma mulher, esta vira Matinta.
A série de desenho animado Juro que vi, que aborda temas do folclore brasileiro, fez um episódio sobre a Matinta Perera, em que ela se transforma em um pássaro.
Lenda do guaraná
Um casal de índios pertencente a tribo Maués, vivia junto por muitos anos sem ter filhos. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar suas vidas. Tupã, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo dando a eles um lindo menino. O tempo passou e o menino cresceu bonito, generoso e querido por todos na aldeia. No entanto, Jurupari, o deus da escuridão e do mal, sentia muita inveja do menino e decidiu matá-lo. Certo dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa que atacou e matou o menino. A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que deveriam plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos. Assim foi feito e os índios plantaram os olhinhos da criança. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras rodeadas por uma película branca, muito semelhante a um olho humano.
Lenda da origem da Lua
A seguinte lenda conta sobre a origem da lua. Manduka namorava sua irmã. Todas as noites ia deitar com ela, mas não mostrava o rosto e nem falava, para não ser identificado. A irmã, tentando descobrir quem era, passou tinta de jenipapo no rosto de Manduka. Manduka lavou o rosto, porém a marca da tinta não saiu. Então ela descobriu quem era. Ficou com vergonha, muito brava e chorou muito. Manduka também ficou com vergonha pois todos passaram a saber o que ele havia feito. Então Manduka subiu numa árvore que ia até o céu. Depois, ele desceu e foi dizer aos Jurunas que ia voltar para a árvore e que não desceria nunca mais. Levou uma cotia pra não se sentir muito só. Aí virou lua. É por isso que a lua tem manchas escuras, por causa do jenipapo que a irmã passou em Manduka. No meio da lua costuma aparecer uma cotia comendo coco. É a outra mancha que a lua tem.
Lenda o diabinho da garrafa
Olha o que a ganância e a vaidade são capazes de fazer: um homem criar um diabo para então, enriquecer.
O diabinho da garrafa é também conhecido como Famaliá, Cramulhão, Capeta da Garrafa, entre outros nomes.
É uma lenda que veio para o Brasil por herança do folclore Português. Na Bahia desde 1591 ouve-se falar dessa lenda.
Inicialmente, chamavam o mesmo de "Familiar" (diabinho familiar), mas, com o tempo, o nome foi mudando até que se ficou conhecido como "Famaliá".
Diz a lenda que trata-se do pacto de uma pessoa com o diabo.
O pacto consiste, na maioria das vezes, em uma troca, a pessoa pede riqueza em troca sua alma fica pertencendo ao diabo.
Depois de feito o pacto, a pessoa tem que conseguir um ovo que dele nascerá um diabinho (de mais ou menos uns 15 cm).
Em algumas regiões do Brasil acredita-se que ele pode nascer de uma galinha fecundada pelo diabo, em outras acredita-se que ele nasce de um ovo colocado por um galo.
Para conseguir o tal ovo, a pessoa deve procurá-lo durante o período da quaresma, e na primeira sexta feira após conseguir o ovo, a pessoa vai até uma encruzilhada, à meia- noite, com o ovo debaixo do braço esquerdo, após passar o horário retorna para casa e deita-se na cama. No fim de 40 dias aproximadamente, o ovo é chocado e nascerá o diabinho.
Com o diabinho, a pessoa coloca-o logo na garrafa e fecha bem fechado, com o passar dos anos o diabinho enriquece o seu dono, e no final da vida leva a pessoa para o inferno.
Lenda do bicho papão
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O bicho-papão ou "papão" é um ser imaginário da mitologia infantil portuguesa e brasileira, mas também surge no resto da península Ibérica, como na Galiza, na Catalunha e nas Astúrias.
O bicho-papão é a personificação do medo, um ser mutante que pode assumir qualquer forma de bicho, um ser ou animal frequentemente de aspecto monstruoso comedor de crianças, um papa-meninos. O bicho-papão está sempre à espreita e é atraído por crianças desobedientes.
O bicho-papão, tal como outros seres míticos como o homem do saco ou a coca, é usado pelos pais para assustar e impedir que as crianças desobedeçam. Todas as suas representações estão associadas ao mal que pode ocorrer às crianças caso se afastem ou contrariem os pais; a expressão "porta-te bem senão vem o bicho-papão" induzia assim o respeito das crianças sobre a eventual negligência deliberada, caso o monstro realmente viesse. Sentindo-se sozinhas e desamparadas, as crianças tendem a obedecer.
Na Galiza, é um ser gigantesco mas pode também ser um trasgo ou duende. Mas, qualquer que seja a sua representação, o seu nome, que deriva do termo de conotação infantil "papar", revela a sua principal função: devorar crianças.
C. Cabral refere que na Espanha o papão tem um tamanho gigantesco, boca enorme, olhos de fogo e estômago de forno ardente.
Em Portugal, o papão é tema de uma antiga cantiga de embalar:
"Vai-te papão, vai-te embora de cima desse telhado, deixa dormir o menino um soninho descansado."
Mito indigena vy marã
vy marã e'? é um mito indígena. A expressão guarani significa "terra sem males" ou "terra sem mal", em português. Segundo a lenda, neste lugar não haveria guerras, fome nem doença.
Foi um dos principais instrumentos de resistência utilizados pelo povo guarani contra o domínio dos espanhóis e portugueses. Os movimentos pela busca da "terra sem males" era articulado pelos pajés, que se intitulavam Karaí.
Em 1549, sofrendo com a colonização portuguesa, 15 000 índios partiram do litoral rumo aos Andes, buscando a "terra sem males". Apenas trezentos chegaram a Chachalpoyas, no Peru, onde, ao invés de bonança, foram capturados e presos[carece de fontes].
O mito de yvy marã e'? sobreviveu entre os guaranis mais aguerridos em suas crenças e sua cultura.
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