sexta-feira, 1 de maio de 2015

Lenda o cabeleira

                                                       
                                                                       O cabeleira
O Cabeleira
O romance não se ocupa apenas de pura ficção, conta a vida de José Gomes, O Cabeleira, cujo pai, Joaquim Gomes, foi um temeroso bandido. Pai e filho, associados a outro delinquente, Teodósio, roubam e matam sem dó nem piedade. As populações paupérrimas, com o pouco que tinham, eram forçadas a lhes dar alimento, dinheiro e sangue. O grupo decide assaltar a vila de Recife e a população, sabendo que os bandidos se aproximam, trata de fugir para o mato. Os que não têm para onde ir, oferecem aos criminosos hospedagem.

Cabeleira, nessa época, tinha vinte e dois anos. Seus comparsas vão armados de facas, bacamartes e pistolas em direção à vila de Recife. Mais experiente, Teodósio é o primeiro a entrar no lugarejo, marcando a ingazeira da ponte, como local de encontro. A vila era pouco desenvolvida, por isso os esparsos moradores trancam-se cedo em suas casas, temendo roubos e assassinatos tão comuns na região.

Pai e filho chegam ao bairro da Boa Vista ao anoitecer. Como não sabiam que os habitantes, por ordem do governador, deviam colocar luminárias em suas casas, festejando a abolição dos jesuítas, ficam alarmados, pensando que serão descobertos. Mas logo se encontram com Teodósio, que rema uma canoa. Era 1º de dezembro de 1773. O povo festejava, passeando pela ponte iluminada de Recife, quando um deles reconhece o Cabeleira e se põe a gritar. A multidão começa a se dispersar desordenadamente, gritando, atropelando-se.

Os dois malfeitores apanham suas facas, o Cabeleira grita que chegou e vem acompanhado do pai que, sem pestanejar, dá com o facão sobre a cabeça de um passante, espirrando sangue no rosto do matador. O filho não entende porque o pai fez aquilo, mas o degenerado e infeliz lhe diz que ali são mal-queridos e, portanto, é preciso fazer o trabalho bem feito. Incentivado, Cabeleira sai ferindo a torto e a direito.

Os soldados da infantaria chegam e o povo preso na ponte, não tendo para onde fugir, lança-se às águas e logo os malfeitores, também, encurralados, fazem o mesmo. Um dos soldados é atingido pela vara de um canoeiro e desce correnteza abaixo. Teodósio foi quem o assassinou, enquanto buscava os comparsas. Em breve, estão todos na canoa com as armas na mão. Joaquim e o filho se encontravam na ponte para dar cobertura a Teodósio, que estava assaltando um armazém. Com a confusão, o velho assaltante teve tempo de praticar o furto desejado e, ainda, salvar os dois amigos, lançados à escuridão do Rio Capibaribe.

A violência do Cabeleira é incentivada pelo pai desde tenra idade. Aos 16 anos o menino demonstra extrema crueldade. Nessa época, mata de forma violenta Chica, uma mameluca, companheira de Timóteo, dono de uma venda de artigos roubados.

Chica, enfurecida, porque o cavalo do rapaz estava comendo sua horta, dá uma forte pancada no animal que sai correndo desabaladamente. Não contente, a mulher passa a dirigir insultos ao bandido, e este de raiva lhe dá uma surra tão grande que ela acaba falecendo. Sua valentia fica sendo conhecida por todos, pois nesse mesmo dia, tinha feito um roubo, assassinado um comerciante e deixado, quase mortos, dois soldados.

Timóteo jamais brigou com o malfeitor, pois o temia. Seu estabelecimento passa a ponto de encontro e venda dos produtos de roubo do trio. Nessa taberna, na ponte dos Alagados, escondem-se os três, após a confusão na vila de Recife. Mas, logo são sobressaltados pelo semblante desfigurado de Teodósio, que descobre ter deixado o dinheiro roubado no camarote da canoa que tinha desaparecido. Notam que dois meninos retornam com ela. Gritam para eles, mas os garotos, amedrontados, abandonam o barco, carregado pela correnteza, e se põem a correr. Cabeleira, pensa no dinheiro e atira certeiramente nas costas de um deles, mata o segundo a tiros, enquanto, sorrateiramente, Teodósio oculta de seus comparsas o fruto do roubo.

Segundo a tradição, o Cabeleira tinha boa índole, herdada da mãe, a fraca Joana. Na infância, Joaquim ensina ao filho a matar os animaizinhos, entregando-lhe uma pequena faca para ser usada contra todos aqueles que o provocassem: fosse velho, moço, mulher ou criança. A mãe se esforça para colocar o menino no caminho do bem e amor ao próximo. O marido decide partir levando a criança. Cabeleira fica abatido com a notícia, mas despede-se da querida amiga de infância, Luisinha, prometendo-lhe, quando voltar, não fazer mal a mais ninguém.

Luisinha era uma órfã, criada pela viúva Florinda. A menina vai crescendo, ao mesmo tempo em que a fama do Cabeleira e do pai se fortalece. A cada novo terror, ela sente-se triste e angustiada, recordando a imagem do antigo amigo. Até que, ao fim de uma tarde, quando vai buscar água, se encontra com o Cabeleira, que mata Florinda, quando esta vem em defesa de Luisinha. O bandido, não reconhecendo a moça, pretende levá-la consigo. Ela se apresenta e ele a liberta, dizendo que logo retornará para uma conversa.

Liberato, um proprietário de terras, arrasadas pelos bandidos, reúne-se com outros moradores queixosos e propõe atacarem o bando do Cabeleira, mas os homens se negam. Liberato não desiste e acompanhado de seus dois filhos, Ricardo e Sebastião, mais o genro, Vicente, parte à caça dos malfeitores. Um de seus vizinhos conta o plano ao bando. Ao chegarem à clareira dos malfeitores, estes já os esperam e os liquidam.

Dias mais tarde, quando o velho índio, Matias, conhecedor das matas, vai em busca do grupo, encontra seus corpos. Retorna à casa do morto acompanhado pelo pai do Cabeleira que, a qualquer custo, deseja entrar onde se encontram as mulheres, esperando por seus familiares. Luísa, também, aí está, assistindo Florinda a expirar, após tê-la encontrado ainda com vida. Matias é morto avisando às mulheres sobre o ocorrido e sobre a presença dos bandidos.

As cinco mulheres entram em pânico, enquanto Joaquim esmurra a porta, gritando para que elas saíssem. Percebendo que vão atear fogo a casa, elas decidem ficar.

Morrem no incêndio, mas Luísa sai, carregando às costas a morta Florinda. Joaquim quer a moça para si, mas o filho enfrenta ferozmente o pai que decide perdoar seu desafio, enquanto o bando evita os policiais. Cabeleira abraça e beija ternamente Luisinha, fugindo com ela para a mata.

Timóteo, forçado pelos policiais, leva-os até o esconderijo do bando, deixando o Cabeleira e Luísa nas matas. As milícias volantes cercam a região da província de Alagoas até a Paraíba, prendendo todos os ladrões, malfeitores e aterrorizadores das populações há anos, inclusive Joaquim e Teodósio. Entretanto, o povo ainda se sente ameaçado, porque o Cabeleira está livre.

O bandido busca água e comida para a amada que o impede de matar as pessoas que cruzam seu caminho. O malfeitor deseja agradá-la , por isso joga fora o bacamarte e a faca como prova de que jamais fará mal a ninguém, reza e se arrepende de todo o mal causado. Uma manhã, ao despertar, encontra a companheira morta, vítima de queimaduras no peito, por tentar salvar Florinda, de febre e da longa caminhada.

Estupefato, o malfeitor descobre a ferida oculta com um lencinho, doido de dor, chora amargamente.

Cabeleira ouve uma corneta e percebendo que a milícia está em seu encalço, embrenha-se mata a dentro, largando o corpo de Luísa para trás. Marcolino, um dos moradores, leva os soldados para o mato, mas não consegue localizar o bandido.

Desapontado, resolve agir por conta própria; decidido a caçar o delinquente a qualquer custo. Vai na direção de Pau D' alho, quando avista o malfeitor penetrando no canavial. Este já sabe que está cercado e a saída controlada. O cerco dura quase três dias, quando, finalmente, se entrega ao chefe, o capitão-mor Cristóvão de Holanda Cavalcanti, que lhe dando voz de prisão, leva-o para sua casa, antes de encaminhá-lo à prisão mais segura, em Recife.

A esposa do capitão-mor fica comovida com a dor e a música que saem da viola do Cabeleira e implora ao marido para deixar escapar a vítima da violência paterna. Mas Cristóvão de Holanda cumpre seu dever. Decorrido um mês, O Largo das Cinco Pontas, em Recife, ostenta a forca que fará justiça. Joana, a mãe do Cabeleira, implora para vê-lo, mas não lhe permitem. Vai para a praça aguardar o filho e chorar sua dor. Ele aparece pálido e diz arrepender-se do que fez, despede-se, dando adeus à mãe, que morre do coração entre as mulheres da praça.

A morte dos bandidos não inibe a manifestação de outros malfeitores. O narrador pergunta: 'De que serviu pois a provisão régia?'. E, acrescenta: ' a pena de morte, que as idades e as luzes têm demonstrado não ser mais que um crime jurídico, de feito não corrige, nem moraliza'. Atribui aos crimes cometidos por Cabeleira à pobreza e ignorância, reclamando da sociedade o dever de dar a educação a todos e de organizar o trabalho. Aproveita, também, para defender os escravos que, levados pelos açoites e condição servil, matam seu senhor por serem vítimas da pobreza e degradação social.
Franklin Távora

Lenda do Milho


A Lenda do Milho

A lenda diz que em tempos difíceis, a seca afastava a caça que fugia em busca de água, o rio secava e não tinha peixe, na terra dura não brotava uma semente, a fome e a desolação tomava conta do povo Tupi, que clamava a Tupã dias melhores.
Vendo tristeza de seu povo, o chefe da tribo, jurou que ia trazer novamente a alegria a sua tribo.
Ele daria sua vida a Tupã pelo seu povo e a chuva cairia novamente e molharia as sementes que verdinhas nasceriam, os rios se encheriam corriam fortes e cheios de peixes, a caça voltaria e a aldeia festejaria novamente a fartura.
Mas para isso era preciso que ele desse sua vida por seu povo.
E assim morreu, deixando um desejo que depois de morto toda a tribo arrastasse seu corpo por até um lugar distante onde o verde cobrisse a terra o enterrassem ali.
A a tribo fez como ele pediu, arrastando o corpo do chefe da tribo por léguas até chegar em uma planície verde e quente, enterraram seu corpo cansado.
Passado alguns dias depois notaram que na cova do chefe da tribo nascia uma planta vigorosa e forte e se espalhava pelo campo em pouco tempo espigas douradas cobriam toda a terra.
Quando as espigas ficaram amarelas e brilharam como sol os índios colheram e se alimentaram e denominaram de milho, assim a riqueza voltou para aquele povo que nunca mais se desanimou.
E assim surgiu o milho.

Lenda do Tesouro da Fazenda do Retiro MG

                                              Lenda do Tesouro da Fazenda do Retiro MG

Lenda do Tesouro da Fazenda do Retiro - Minas Gerais


Fazenda do Retiro em Mariana Minas Gerais , era conhecida como mal assombrada . Altas horas da noite arrastavam, pela casa, correntes de ferro pesadas e ouviam-se os lamentos dos escravos torturados pela flagelação que dilacerava os corpos dos escravos.
Um dos últimos moradores do velho solar, Antônio Fernandes Ribeiro do Carmo, foi o único que teve coragem de dormir na Fazenda, a fim de constatar o fenômeno.
Fumando tranquilamente, em dado momento, ouviu um grito de alarme. Corajosamente entrou pela casa adentro, no escuro, intimando os que o pertubaram, para o devido acerto de contas:
- Venha e diga logo o que deseja, alma de Deus! ...
- Posso sair?
- Sim - respondeu Ribeiro do Carmo.
À sua frente, à luz baça do azeite, caiu um braço humano. Continuou Ribeiro do Carmo:
-Sim, pode cair, mas não à prestação. Venha tudo de uma só vez.Em cada lugar do quarto caiu uma parte de corpo humano, caindo finalmente a cabeça, que lhe falou tranquilamente:
- Procure suavizar a pena dos que padecem no outro mundo , porque se negaram a socorrer os necessitados embora acumulando riqueza. Ajuntaram muito ouro que não puderam carregar. Nesta fazenda está oculto um grande tesouro, que a ganância dos condenados escondeu.
Em seguida ruflou suas asas luminosas em busca do além.
No outro dia Ribeiro do Carmo espalhou a notícia assanhando a cobiça de populares. Arrombaram o portão dos fundos e alojaram-se na fazenda. Um gemido forte apontou o lugar exato em que se encontrava centenas de barras de ouro.

Lenda do Halloween

                                                                    Halloween

A Lenda do Halloween, é muito popular nos Estados Unidos e Inglaterra, celebrada no dia 31 de outubro.
Dia das bruxas.

O Halloween acontece nas noites dos dias 31 de Outubro que são geralmente celebradas com festas a fantasia, fogueiras e com crianças fantasiadas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., visitam as casas e recebem doces e dinheiro (brincadeira de "trick or treat", "travessuras ou doces").
Costumam furar aboboras em forma de face humana e dentro colocam velas acesas para dar a ideia de terror.
Os sacerdotes Druidas da Gra-Bretanha Antiga acreditaram que as bruxas, demonios e espritos de pessoas mortas ficavam pairando na vespera de 1 de novembro.
Para se proteger dos maus espiritos, os Druidas ofereciam a eles coisas para comer e se disfarcavam com mascaras, para que os espritos nao lhes fizessem mal. Levado para os Estados Unidos pelos colonizadores, o Halloween, hoje em dia, eh uma das festas mais populares em muitos paises, inclusive aqui no Brasil.

A igreja catolica designou o dia 1 de novembro para honrar todos os santos (All Saints or All Hallows). A noite anterior ao Dia de Todos os Santos (All Saints Day) era chamada Noite de Todos os Santos (All Hallows Even). Esta expressao (All Hallows Even) foi abreviada para Halloween.
Na Vespera do Dia de Todos os Santos.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Lenda de Macunaíma

                                                                     
Macunaíma

Lenda de Macunaíma
A Lenda de Macunaíma, o indio guerreiro que nasceu do amor entre o Sol e da Lua
Macunaíma.
Em Roraima havia uma montanha muito alta onde um lago cristalino era expectador do triste amor entre o Sol e a Lua. Por motivos óbvios, nunca os dois apaixonados conseguiam se encontrar para vivenciar aquele amor. Quando o Sol subia no horizonte, a lua já descia para se pôr. E vice-versa. Por milhões e milhões de anos foi assim. Até que um dia, a natureza preparou um eclipse para que os dois se encontrassem finalmente. O plano deu certo. A Lua e o Sol se cruzaram no céu. As franjas de luz do sol ao redor da lua se espelharam nas águas do lago cristalino da montanha e fecundaram suas águas fazendo nascer Macunaíma, o alegre curumim do Monte Roraima.
Com o passar do tempo, Macunaíma cresceu e se transformou num guerreiro entre os índios Macuxi. Bem próximo do Monte Roraima havia uma árvore chamada de "Árvore de Todos os Frutos" porque dela brotavam ao mesmo tempo bananas, abacaxis, tucumãs, açaís e todas as outras deliciosas frutas que existem. Apenas Macunaíma tinha autoridade para colher as frutas e dividi-las entre os seus de forma igualitária.
Mas nem tudo poderia ser tão perfeito. Passadas algumas luas, a ambição e a inveja tomariam conta de alguns corações na tribo. Alguns índios mais afoitos subiram na árvore, derrubaram-lhe todos os frutos e quebraram vários galhos para plantar e fazer nascer mais árvores iguais àquela.
A grande "Árvore de Todos os Frutos" morreu e Macunaíma teve de castigar os culpados. O herói lançou fogo sobre toda a floresta e fez com que as árvores virassem pedra. A tribo entrou em caos e seus habitantes tiveram que fugir. Conta-se que, até hoje, o espírito de Macunaíma vive no Monte Roraima a chorar pela morte da "Árvore de todos os frutos".

Autor Desconhecido

Lenda cobra grande


 Cobra grande

Cobra grande é uma das Lenda mais conhecidas do folclore amazônico que fala de uma imensa cobra, também chamada Boiúna, que cresce de forma gigantesca e ameaçadora, abandonando a floresta e passando a habitar a parte profunda dos rios. Ao rastejar pela terra firme, os sulcos que deixa se transformam nos igarapés. Conta a lenda que a cobra-grande pode se transformar em embarcações ou outros seres. Aparece em numerosos contos indígenas. Um deles conta que em certa tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida da Boiúna, deu à luz a duas crianças gêmeas. Uma delas, um menino, recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria. Mas a Índia não queria as crianças e para ficar livre dos filhos, ela jogou as duas crianças no rio. Entretanto as crianças não morreram, e conseguiram sobreviver e se criaram. Honorato não fazia nenhum mal, mas sua irmã tinha uma personalidade muito perversa. Causava sérios prejuízos aos outros animais e também às pessoas.
Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la para pôr fim às suas maldades. Segundo muitas pessoas narram, Honorato em algumas noites de luar, perdia o seu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo e elegante rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra.
Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém tivesse muita audácia para derramar leite na boca da enorme cobra e fazendo um ferimento na cabeça dela até sair sangue. Porém ninguém tinha coragem de enfrentar a enorme cobra. Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertar Honorato do terrível encanto, e ele deixou de ser cobra d'água para viver na terra como um homem e com sua família.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Lenda fonte da juventude


Lenda fonte da juventude

Até onde se sabe, é uma lenda greco-romana que foi apropriada pelo Renascimento europeu no século 16. Na mitologia, a fonte da juventude é um rio que saía do Monte Olimpo e passava pela Terra. Como vinha de deuses, seria capaz de dar a imortalidade a quem bebesse de sua água. Outras civilizações também mencionaram águas milagrosas. Registros iondus de 700 a.C. citavam um "poço da juventude". Até mesmo Alexandre, o Grande, teria buscado o rio da imortalidade, impulsionado por um conto hebraico. Na Idade Média, várias viagens de exploração foram patrocinadas por cortes reais. O famoso Ponce de León, teria, inclusive, encontrado a fonte na Flórida, nos EUA, embora nada seja comprovado.
Caçador de mitos

Em busca da fonte, Ponce de León descobriu, sem querer, a Flórida

Em 1493, Ponce sai da Espanha rumo à América, acompanhando Cristóvão Colombo em sua segunda expedição - financiada pelos reis Fernando e Isabel. Desembarca na ilha de Hispaniola (atual ilha de São Domingos), colonizando o território.




Com o objetivo de explorar novas terras, Ponce de León chega a Porto Rico, onde é nomeado governador, em 1508. Por meio dos nativos, teria descoberto a existência de uma fonte da juventude, que ficaria ao norte de Cuba, em uma ilha chamada Bimini

Em 1513, sai em busca das águas rejuvenescedoras. Como a lenda dizia que a fonte ficava em um ambiente paradisíaco (onde também estaria o jardim do Éden), qualquer ilha tropical era digna de ser investigada

No domingo de Páscoa do mesmo ano, Ponce de León chega a uma costa, que nomeia de "La Florida" - que significa "A Florida". Durante a expedição, é ferido gravemente por índios, sendo levado a Cuba, onde não resiste e morre

Muitos acreditam que o explorador tenha encontrado a fonte na Flórida - região rica em águas minerais. Em sua homenagem, foi criado o Parque Nacional da Fonte da Juventude, em Saint Augustine - cidade situada na primeira costa a ser colonizada por europeus.